terça-feira, 10 de novembro de 2009

VISITE O MUSEU DE PORTEL



Turma do Rafael Gonzaga


Faça parte do grupo de amigos do museu. Ajude a construir um novo amanhã preservando a memória do povo portelense.

AMIGOS DO CRAS - Centro de Referencia de Assistencia Social

As escolas, grupo de jovens, programas sociais tem visitado o Museu de Portel a procura de novas esperiencias e desafios ainda maiores para o seu conhecimento. Estamos esperando Voce!!!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Visita do IPHAN em Portel

Fernando, Margareth,Alan, Profº Alain, Neuton e Denise.


A equipe do IPHAN (Instituto do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional) estará em Portel entre os dias 22 e 31 de outubro com a Missão de fazer um inventario das peças arqueologicas e históricas do Museu de Portel e demais de acervos particulares. A equipe está composta por: Denise Carvalho - Arqueóloga, Fernando Mesquita - Arquiteto, Margareth Nascimento - Historiadora, Neuton Chagas - Técnico Invetariante e Alan Jorge - Técnico Auxiliar. Após a conclusão do inventario, poderemos trabalhar de forma mais organizada destacadando cada peça dentro de sua propria caracteristica histórica. Futuramente, a equipe estará retornando para dar continuidade ao trabalho e realizar palestras a respeito da preservação dos sitios
arqueologicos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

COMO COMEÇOU A NOSSA HISTÓRIA

Quando falamos em história de Portel sempre se comenta a respeito do padre Antonio Vieira e os Nheengaíbas. Mas o que pouca gente sabe é sobre a historia do Padre João de Souto Maior, que foi o primeiro a adentrar a região do Pacajá. Querem saber a história? Pois bem vou lhes contar.
No ano de 1650, as missões começavam a tomar parte da Amazônia para desenvolver o projeto da Companhia de Jesus. Tal interesse confrontava outras nações que também estavam comercializando com os indios, como os ingleses, franceses, holandeses e espanhois. Para justificar o dominio economico e militar e evitar uma guerra com os indios e demais povos, implantaram o projeto jesuitico na Amazônia. Foi então que o padre João de Souto Maior entrou para fazer contato com os indios Pacajás, que segundo relatos eram os mais ferozes desta região. INDIOS CANIBAIS NO IMAGINARIO EUROPEU

Ele partiu a procura de almas e de ouro, pois consigo levava dois mineradores. Era epoca de quaresma (para quem conhece a religião catolica e o clima amazonico, é a epoca das aguas grandes).


A missão tinha como duração seis meses (vamos contar, abril, maio, juho, julho, agosto, setembro). Eles subiram o rio até as cachoeiras , que na epoca de abril esta incoberta pelas aguas. Mas, em setembro as aguas quase que desaparecem e os grandes rios se tornam pequenos corregos.
Quando quiseram descer o rio estavam impossibilitados e começaram a sofrer com a fome e a malaria. Os dois mineradores morreram e não descobriram ouro. O padre que estava fazendo um trabalho de catequese sofreu uma queda entre as pedras e também não resistiu. Depois de muito tempo ausente, o padre superior das missões Padre antonio Vieira, mandou uma outra expedição, comandada pelo padre Salvador do Vale, que encontrou o restante da expedição muito debilitada. Ao perguntar pelo Padre, avisaram onde ele ficou enterrado e o padre salvador foi busca-lo e o levou para a capital. Depois do sucesso dap expedição em catequisar os indios apesar da sua morte, o padre antonio Vieira Autorizou a criação de varias missões jesuíticas, entre elas, a missão de Arucará. Para saber mais ler: " CRONICAS DOS PADRES DA COMPANHIA DE JESUS NO ESTADO DO MARANHÃO" Autor: Pe. João Felipe Betendorff

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Algumas peças do museu










Moedas, peças de artilharia, urna, cachimbos, machados, pontas de flechas, jóias, objetos de usos dos colonos portuguses, ceramicas européis e asiaticas etc.

O Cemitério Fantasma




Surgiu na cidade de Portel um boato que foi muito comentado entre os populares. Era sobre um tumulo que aparentemente tinha mais de 1000 anos de idade. As pessoas ficavam se perguntando, como era possivel? Mas, a curiosidade foi tão grande que resolvi ir até lá. Para o meu espanto, o tal cemiterio fica no lado direito do rio Anapú, já no municipio de Melgaço, no local chamado de Mamangau. Fomos perguntando pelos beiradões até que encontramos, meio escondido na floresta o dito. Confesso uma coisa, sozinho não teria coragem de descer e adentrar aquele local. Dava receio, primeiramente por ficar numa praia, local preferido das temidas arraias. Depois pelo aspecto abandonado do local. Só que a curiosodade foi maior que o medo (eu não estava sozinho he, he, he). Resolvi subir, e quando começou a clarear olhei para aquele grande tumulo, ostentando luxo no meio de outros tantos de terra e cruz. Era muito bonito. Tres divisões, com ferro que perecia estar polido, lapide e cruz de marmore. Ao ler as inscrições vieram as respostas para tantas falacias, diziam assim:

"AQUI JAZ... ANALIA MENDES DA SILVA...NASCIDA EM 12 DO 03 DE 89 E FALECIDA EM 09 DO 10 DE 909. RECORDAÇÕES DE A. R. DE
MAGALHÃES" .



Essas inscrições assustam realmente quem não tem um pouco de conhecimento de história. Vamos tentar explicar o que aconteceu. Houve um erro de gravação na lapide. É muito comum as pessoas falarem a data do nascimento apenas os dois ultimos digitos do seculo. Eu por exemplo digo que nasci em 78. Outro detalhe é a cruz. Um simbolo cristão catolico que veio para a Amazonia junto com os primeiros padres em meados do seculo XVII. A lingua portuguesa na lapide só foi introduzida obrigatoriamente n periodo pombalino em 1755. Para não alongar, a dedução que chegamos é que: O tumulo foi construido por um dono de seringau em pleno periodo da borracha (1890-1905) que achou melhor ter esta recordação bem proximo a ele.
Tivemos no cemiterio de Portel para tentar achar algum tumulo daquele nivel, mas só encontramos do mesmo periodo um de 1902 de um Major, que tem menos recursos do que o do cemiterio da floresta. Ainda temos muitas coisas a descobrir.


Historico do Museu de Portel

O museu de Portel foi fundado em 09 de junho de 2009. Esta localizado na rua Padre Antonio Vieira, proximo a Igreja Batista no bairro do Bosque. A ideia surgiu a partir da reunião de um grupo de amigos que possuia artefatos arquelógicos encontrados na mediação da praia da igreja "Velha" no bairro da Vila Velha, que preocupados com a preservação dos patrimônios historicos começaram a reunir-se e articular a criação de um espaço para exposição destes artefatos. Como não possuiam recursos economicos para realizar tais sonhos, o jovem Antonio Sadinael, um dos maiores colecionadores, resolveu doar ao municipio as suas peças, que foram para um mostra realizada em 24 de janeiro de 2008 nas comemorações dos 250 anos do municipio. Neste periodo, a secretaria de Educação, Rosangela Fialho, juntamente com o professor de Historia, Alain Marzo solicitaram a criação do Museu ao senhor prefeito Pedro Barbosa que assinou o documento e autorizou a criação do mesmo. Hoje, o museu esta vinculado a Secretaria Municipal de Educação, funcionando como um Centro de Pesquisa e Ensino, estimulando a produção de saberes locais e a preservação dos sitios arquelogicos, juntamente com a comunidade escolar e a população local. Ainda estamos longe de alcançar os nossos objetivos, mas toda longa caminhada começa com o primeiro passo.